Pedro Luiz Budel — Perfil do Acusador
| Papel | Ex-membro dos Arautos; acusador no documentário |
| Aparições | Documentário "Escravos da Fé" |
| Alegações | Rifle R-15, morte de gato, disposição para matar |
| Corroboração | Nenhuma |
Pedro Luiz Budel é um ex-membro dos Arautos do Evangelho que aparece no documentário "Escravos da Fé" fazendo as alegações mais extremas dentre todos os acusadores: afirma ter visto um rifle R-15, ter matado um gato e ter estado "pronto para matar pessoas pelo Reino de Maria". Nenhuma dessas alegações possui corroboração por qualquer investigação, testemunha independente ou autoridade.
As alegações extremas
Pedro Luiz Budel apresenta no documentário as acusações mais graves e sensacionalistas dentre todos os entrevistados. A natureza extrema dessas alegações — armas de fogo, crueldade animal, disposição para homicídio — contrasta com a completa ausência de evidências que as sustente.
Alegação sobre armas
Pedro Budel alega ter visto um rifle R-15 em propriedade dos Arautos do Evangelho.
Em 8 anos de investigações policiais e ministeriais, envolvendo buscas e inspeções em propriedades dos Arautos do Evangelho em diversas cidades do Brasil — Caieiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Piraquara, Maringá, Belo Horizonte, Joinville, Nova Friburgo — nenhuma autoridade jamais encontrou armas de fogo em qualquer propriedade da instituição.
Se armas existissem conforme alegado, teriam sido localizadas em pelo menos uma das múltiplas operações policiais realizadas ao longo de quase uma década.
Alegação sobre morte de animal
Pedro Budel relata ter matado um gato enquanto membro dos Arautos.
Se verdadeira, esta alegação constitui confissão de crime ambiental cometido pelo próprio Pedro Budel, enquadrado na Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), artigo 32, que tipifica como crime "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais", com pena de detenção de três meses a um ano e multa.
O responsável legal pelo ato seria o próprio executor, não a instituição onde ele alega ter estado. Não há registro de que qualquer autoridade tenha investigado esta alegação específica ou tomado providências contra Budel.
Alegação sobre disposição para matar
Pedro Budel afirma que estava "pronto para matar pessoas pelo Reino de Maria".
Esta é uma alegação sobre um suposto estado mental pessoal que, por sua natureza, é inverificável. Porém, o contexto a torna ainda mais questionável:
- Durante a Visita Apostólica, 1.824 membros dos Arautos do Evangelho foram individualmente entrevistados
- Nenhum desses membros corroborou a existência de uma cultura de violência ou disposição para matar
- Nenhuma investigação — policial, ministerial ou eclesiástica — encontrou qualquer evidência de incitação à violência
- A alegação permanece como um depoimento individual isolado, sem qualquer corroboração
Ausência total de corroboração
Referências
- Livro, Anexo 46 — Compilação dos processos judiciais e resultados das investigações
- Lei 9.605/98, art. 32 — Crimes ambientais contra animais
- Visita Apostólica — Entrevistas com 1.824 membros dos Arautos do Evangelho
- Documentário "Escravos da Fé" — Depoimento de Pedro Luiz Budel